quero rachar-te a cabeça ao meio
e procurar aquilo que perdeste
ou que não queres encontrar
quero esmurrar os muros e paredes
até desabarem em pó
quero abrir-te a alma
como o meu peito está aberto
quero sofrer-te, viver-te, respirar-te
outra vez
e outra
quero aprender a não ser
bestial quando o instinto
me leva a ser louco por ti
quero deixar de querer
e voltar a ser o louco por ti