um dia
roubei-te um beijo, sem romantismos nem borboletas
a circundar umas escadas urbanas, depressivas,
de paredes pintadas
roubei-to, imaginando que mo darias, mesmo
que não to pedisse
Fosse tudo tão fácil como esse beijo
e ainda hoje te beijaria
Pensámos que sendo um para o outro
ainda nos agradaríamos mais
Quando tudo o que precisávamos
era saber roubar beijos um do outro
Sem esquecer porque é que os
queríamos guardar
só para nós