Escrita de Pressão. Também em Jorros de Litro.
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Dez 09
publicado por A.Bruto, às 23:34link do post | comentar

 

Acordas com a conversa ao telefone, saltitante. O disco já veio a meio e o Lou Reed canta, infantilmente, uma história de coscuvilhice urbana, logo de culto, não fosse ele o Lou Reed.

Levantas-te na faixa seguinte, com os espasmos deste mau exemplo de liberdade, conceito que tu alteraste com o tempo. Lembras-te da primeira vez que ouviste este álbum. Apesar de te continuares a sentir insatisfeito com os mesquinhos aspectos da vida quotidiana e com os objectivos perdidos para as mudanças, e porque nunca te sentirás plenamente satisfeito. Está na tua natureza. Senhoras das cartas astrais, vá de deitar cartas e atribuir esse estado de alma, palavra atirada fora por falta de melhor definição ou arte de quem o tenta descrever, esse destino da alma, se preferirem, aos astros.

Os doutores de papel passado acrescentam dores físicas ou psicológicas, tormentos amplificados. Atribuiste isso à vida que aí vem. Aceitas a sugestão da decadente cantiga de embalar enquanto colocas a agulha de volta à primeira faixa do disco.


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