Era capaz de me habituar à sua peculiar insegurança de mulher cheia de força, daquelas forças interiores que são postas à prova das maneiras mais injustas possíveis. Era capaz de me habituar ao seu cheiro, sempre bom. Era capaz de me habituar à sua inteligência, perspicaz, à sua adulta meninice, às nossas contradições, asquerosamente fofas, sem as quais aprendi a viver e sem nunca perceber a falta que me faziam, até a conhecer. Mais do que as vidas passadas, descobri uma nova vida. e sou capaz de me habituar a ela.