Escrita de Pressão. Também em Jorros de Litro.
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Mai 10
publicado por A.Bruto, às 15:13link do post | comentar

abram-se os diques e afoguem-se nas ilusões,

concentrem-se em ramos flutuantes de duvidosa solidez

apertem as pedras contra os bolsos e abram a boca sem falar

percorram os rápidos contra as rochas ocasionais

que nos quebram os ossos ao arrastar

o corpo sufocado pela massa que o envolve,

que nos sufoca o pensamento

recorrente de que o fim não é o fim o fim não é o fim o fim não é o fim

e os ossos que se partem pelo caminho já não doem tanto assim

e quando o fim chega ao fim, não é mais do que um outro salto de cascata

que nos quebra mais um pouco até não haver o que quebrar

até seres disforme mistura de água, corpo e mente

até deixares de ser o que alguém sente

até deixares de ser e seres parte do que é toda a gente.

 

 

 

 

 

 

 

 


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