Escrita de Pressão. Também em Jorros de Litro.
28
Nov 09
publicado por A.Bruto, às 16:32link do post | comentar | ver comentários (2)

absorto.

o normal.

absurdo.

é quase tão absurdo como discutires apoios fiduciários enquanto escreves a tua vida dentro da tua mente, como tu fazes todos os dias. Sobreviveram-te os pólos, energia alternada em duvidosos estabelecimentos onde se vendem os agasalhos para o calor que não lhes dão em casa, pobres diabos.

olhos secos de lágrimas inchadas, guardados em anos da prisão de são lado nenhum. Outro lado,

figuras esbeltas de carne e carbono, conteúdo vão e tábua rasa de interesses fúteis e ouvidos tapados à canção que te deram quando nasceste.

saltas

do canto onte te sentas todas as noites, apagas o cigarro com a certeza de quem muda de vício, percorres os olhos pelos adornos dos corpos de quem te vai mudar a vida, paras no menos mau, aposta segura, como a sua mulher pensou um dia. soltas um gás disfarçado pela tua presença de rainha. abordas e arriscas, distante e afável, és voz rouca de tabaco e álcool martelado.

 

...

 

voltas à cama, à da tua cama, vês o sangue ensopar o linho e poliester, lençol branco, pureza única da tua vida, fabricada por mãos infantis.

sentes frio no meio do delírio, tapas o corpo frio e soltas um suspiro (primeiro gesto real de uma vida de mau romance, onde és uma personagem secundária prestes a ser engolida pela história quand ainda nem chegaste ao segundo capítulo)

ninguém te vai escrever, não passas de uma história de amigos bêbados a medirem-se, foste uma cara bonita - "és bonita demais para estar aqui" - que não vais alcançar o rodapé.

ou dormes ou morres. ou então, vives, já não percebes

a

diferença

quando o tempo passa, passa mesmo ao teu lado´, como quem diz que a estrada passa aqui

quando, afinal, a estrada é estática -estrática?- e tal e qual é o tempo que passa como uma estrada

aqui

mesmo ao teu lado.

 

(encheste o copo, até meio, de sangue com um single malt, dos caros,

ainda viste o copo meio cheio, reparaste?, prontamente sorvidos de um gole só.

Optimisticamente, suicidaste-te, irão encontrar-te mais tarde e vão ver aquilo em que te tornaste no princípio da estrada e do tempo, pedaço de carne, envolto em sangue.

tranquila ira de vida desperdiçada - vai ser uma pena-  anglicamente, a treat for their eyes, quando te encontrarem,os tarados. 

Respira.

não consegues?

é agora.

não valeu a pena, ainda pedes desculpa sem conseguir dirigir o perdão. desculpas-te a ti própria e morres.

 

(a velho no público não se apercebeu que morreste e manifesta-se ruidosamente contra a imagem dos pêlos púbicos envoltos em sangue - afasta-se maldisposta, vomitando à porta do teatro, mesmo antes de entrar no convenientemente colocado táxi.

Nessa noite, ao deitar-se, pensou que deveria ter sido ela puta)

 


publicado por A.Bruto, às 16:19link do post | comentar

well, was it worth it?

was it materialistic enough to be a bastard or

you had reasons for being an arse's hole?

It's just because

I broke my hand, once again,

against someone else's ideals.

 

wrap it up while

the fight continues

and pain is still a gain.

 

An assumed risk for a suicidal clown

is to go onstage

wearing nothing but a frown.

 

 ______

Maybe he was a troublemaker

that made people laugh while

stealing their will

which he kept

in his

confy backpack.

__________________

 

 

(sometimes the wrong idea was passed, just because no idea was being passed at all)

 


publicado por A.Bruto, às 16:16link do post | comentar

Roamin doorsteps of the next bar, it was just another pitstop to be throwned out from.

Bourbon was being mixed with someone's blood and I didn't wanted to know whose' from.

old lolitas pleasure themselves with some strangers eyes and the their wives felt appaled with the new sight.

 

 

 

 

(maybe it was more complex but, from my barstool, you would find it quite simple)

 


publicado por A.Bruto, às 16:09link do post | comentar

...and this weird machine

built inside of me

and it triggers

and I don't know how to stop

 

it

 

a killer device

that runs free in my mind

that i cant control

that it's not of this world

 


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