Escrita de Pressão. Também em Jorros de Litro.
02
Ago 11
publicado por A.Bruto, às 14:46link do post | comentar | ver comentários (2)

 

 

sei que não sou zero por muito pouco,

e que pelas matemáticas pessoais dos afectos

divididos em fornecedores, 

colaboradores e consumidores,

faço parte destes últimos

(e dos outros todos também)

 

sem estornos nem estorvos

sem dádivas nem recibos

desconto o pesar imposto

(sempre a contra-gosto) à tua  

conta corrente viciada

 

fossem economizadas

as lágrimas que

rebentam as escalas

fossem feitas contas

de cabeças levianas

ou, sobretudo, humanas

fosse poupado o esforço

de debater o preço a pagar

para manter esta

empresa do viver

fossem evitados os erros

de querer crescer sem

saber gerir

o que se tem

fosse tudo isso feito,

(e seria pouco)

e esta crise,

de boca cheia crise,

seria passageira

e eterno seria o lucro,

teu, meu, nosso.

 

 

nunca a matemática

foi tão certa

como no dia em que fizemos

contas de cabeça

e,

noves fora nada,

nesse dia

todas as aritméticas

resultavam num um mais um

que era sempre igual

a um e ao outro

 

 

 

 


publicado por A.Bruto, às 14:38link do post | comentar

Quando te escrevemos,

sempre em quarta pessoa,

não será porque sejamos mais do que

um

mas porque o um

nunca se sente tão

sozinho

como quando te

escrevemos.

 

 

 

 

 


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