Escrita de Pressão. Também em Jorros de Litro.
13
Mar 12
publicado por A.Bruto, às 15:16link do post | comentar

A lingua presa do feito e refeito,

do já está e não volta.

Sempre o fim, e do fim e ao cabo,

que deixou estreito, feito e refeito,

a  alternativa de fazê-lo melhor.

Do foi e não foi, fui o grande imperfeito

que esqueceu o malfeito

e vive, por defeito, infeliz e melhor.

Do salto maldito, do dia perdido,

da viagem do engano,

do engenhoso plano

de ter uma vida que se pensa maior.

Esperando o final, em aberto despeito,

escolhido por outros, em aberto rancor.

O erro está feito, e dentro do peito

carrego o defeito de não ser pior.

 

 


publicado por A.Bruto, às 14:59link do post | comentar | ver comentários (2)

atirei-me de olhos abertos

chorei no caminho, o vento a bater na cara como minúsculas agulhas

lâminas que separavam a pele dos músculos e os músculos dos ossos

vi o fim chegar, toquei-lhe com a ponta do nariz

tão perto que o cheiro da calçada molhada

e do sangue derramado

nunca mais me largou

 

 

 


mais sobre mim
Março 2012
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
12
14
15
16
17

18
20
21
22
23
24

25
26
27
28
29
30
31


pesquisar neste blog
 
subscrever feeds
blogs SAPO