não me vendam histórias
embrulhadas em factos de jornal
não me atirem areia
para os olhos
com provérbios berberes
Não me tentem impingir
metafísicas de chocolates
nem profetas bastardos
velhacos da parte da mãe e
ignorantes da parte do pai
não tentem.
eu agradeço e não me julguem ingrato
ou umbilical
respeito a vossa maldade
assim como respeito a minha vontade
(ou vice-versa, nunca sei)
Não falem, não olhem,
não respirem no meu pescoço
não me queiram, não me
façam nem o bem nem o mal,
eu rezo a mim para que o dia acabe.