Não, não durmo
não estou intoxicado
nem sou tão estúpido
que não te leia.
Vejo o que fazes e
oiço o que dizes quando
julgas que durmo.
sabes do que falo,
não preciso de ser directo
nesta cenografia do engano
por isso escrevo dúbio
e rasgo a minha vida
em três
adivinha qual tu és.
já partiu.
a pólvora subiu pela garganta,
numa corrida espiral
em memória de amargos
de boca e fumos azuis
que sobem e rasgam
a nuca,misturando-se
em quantidades de
exactidão culinária
de sangue e escalpe
e a vontade final de
deixar por dizer
o que te