Escrita de Pressão. Também em Jorros de Litro.
04
Ago 11
publicado por A.Bruto, às 14:51link do post

pálpebras pesadas

a meio do dia

pela lei da gravidade

já trabalhadas, egoísticamente,

alías, defeito de antanho,

como tudo o que me gere,

tudo o que me rodeia

e o que

é meu

meu meu

eu

eu

eu

eu

 

essas foram um dia levantadas,

foi um arcar de sobrolho apenas,

o suficiente para espreitar

o que vinha lá

e me sorria com tanta força

sem, desta vez, se rir de mim,

talvez tivesse sido o suficiente

para despertar

como se fosses

tempestade tropical

ou mesmo um vento fresco

que, naquele dia, me levantou

e rodopiou no ar, sem

bater com os pés no chão

e eu subi

e eu

e eu e eu

agarrei-me a ti

pensei que eu

não pudesse ser só

eu,

e juntos,

contraciclo

e tensão corrente,

saíssemos a

correr e voltar a

parar

respirar

olhar, de olhos bem abertos,

o vento que se tornou

parede à minha volta.

 

Agora, sem poder tropeçar

nem descansar

corro todo os dias

o teu ar fresco, que me acordou,

mantém desperto

cerca-me, revoluto,

enquanto corro, todos os dias

no olho do furacão.

 

 


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