navegas na tua vontade
de acreditar que tens razão
e de que sou como tu
queres acreditar que sou
esqueces-te que a tua
razão
é só tua
e está tão certa
quanto a força com que
convences o mundo
de que está certa
pergunta-me mais coisas
e estende mais rasteiras
(respondo-te como
responderia
a quem me quer bem)
adapta, corta e
tenta convencer-te
de que o que fazes
está certo
quando sabes que
a tua vida é inútil
como tu
talvez a memória
não seja tão fraca
como pensas
e talvez
as proporções
não sejam as desejadas.
Habitua-te a ela,
seja a puta da vida
ou a vida de puta
Invejo-te a persistencia
e o olhar vazio
com que trespassas
quem nunca acreditou
em ti