Não me apetece.
Apetece-me não me apetecer.
Apetece-me ficar a olhar para o papel e para o monitor e fazer isso.
E não me venham dizer que eu não estou a fazer nada.
Estou a fazer o que me está a apetecer.
Os papéis (e são tantos) juntam-se em desorganização e espalham-se pelos cantos da mesa, escondidos nas picadas atrás do teclado, saqueando os cigarros que, por incúria, deixo perto dos bandidos, fazendo desaparecer dados, sorvendo a energia em pequenas doses unitárias de meio milímetro de espessura. Os meus papéis são ferozes guerrilheiros, adeptos das melhores tácticas de combate corpo-a-mente. ou mente ao corpo. e o corpo e a mente continuam dormentes.Contrariado, faço o que eles querem. Quem diz que não se deve negociar com terroristas?