dei de caras com as escaras, pus o puz no devído síto.
circundei a ferida com a minha navalha romba
esfreguei sal grosso no sangue que, entretanto, fugia a jorros.
mordi a língua, rangi os dentes
um laspo do tempo fugiu de mim.
pra mal dos meus pecados
terminei a noite, extasiado de dor
suponho que assim, me tenha preparado
para ainda nesta vida poder ir ao teu teatro.