Escrita de Pressão. Também em Jorros de Litro.
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Jul 09
publicado por A.Bruto, às 20:23link do post | comentar

E agora para quem não quero

que sei que me lêem

mas que nunca chegarão

aquilo que eu já fui.

 

PUTA QUE VOS PARIU. E Putas há muitas. Mas às putas que escrevo são putas indirectas. São as putas que recebem o dinheiro para foder a vida dos outros. Os outros já vos conhecem, filhos (e filhas) da puta. Os outros sabem que vocês sabem. O que vocês, filhos da puta (sem menosprezo pela secular profissão, mas apostado no carácter insultuoso mais baixo, o único que vocês, padrões morais da putaria), conhecem. O que vocês nunca entenderão, grandessíssimos filhos de uma cabra tinhosa, é que os outros se estão a cagar (espalhando as fezes pelas vossas sorridentes caras) para aquilo que vocês, inúteis vermes, pensam. E quando pensam, se é que pensam, pensam dentro dos pequenos moldes em que as vossas cabecinhas foram apertadas. Como se enfiadas à nascença num torno manual, às vossas cabeças, ideias, nunca vos foi permitido pensar. Tenho pena de vocês. Como se fossem cães leprosos que sobreviveram a um atropelo que poderia ser mortal, mas vos deixou sequelas de sociabilidade. Não vos odeio, simplesmente não vos reconheço valor. Filhos da puta, energúmenos tarados, que se exprimem por falsos padrões morais mas que, ao fim e ao cabo, são espremidos por esses mesmos limites. Limitados. Tenho tanta pena de vocês todos, pedaços de fel antropomórficos. O vosso sentido de certeza e a vossa clareza de pensamentos é como uma lente suja, cheia de esperma ressequido que já percorreu o circuito interno do corpo, entrando-vos pelo ânus e saindo, em forma de palavras, pela boca, deixando uma crosta seca no canto do lábio inferior. Hoje defeco, do alto de um décimo terceiro andar, para as vossas bocas abertas em gargalhadas, cá em baixo. E vocês, que riem, comem merda sem se aperceber. E à vossa capacidade energúmena não vos estende para além do mundo tacanho, imbecil, autosuficente, como amebas de onã. Dou-vos exactamente aquilo que vocês querem. O pior é que vocês, imbecis escatológicos, não se apercebem que vocês é que são os estranhos que comem a merda que vos deixo, lambendo os beiços em ignorante deleite. As mesmas gargalhadas que só demonstram que o torno estava oleado e que a vossa mente é quase tão pequena como as personalidade que mimificam, sem nunca as terem, sequer, compreendido. Sorrio-vos enquanto cago, bem de alto, para vocês. Que seja como os burros, então. Prefiro ser um burro esforçado que vos enche a vida de significado do que uma pobre desculpa de enzimas e esqueleto humano. Burros sois vós que nem sequer se apercebem da dimensão da vossa imbecilidade.

 

Espero sinceramente que gostem das minhas merdas. Haverá sempre, e só para vocês, um troço especial. Lambuzem-se como se não houvesse amanhã. Ao menos, têm uma razão para se esquecerem da pequenez das vossas vidas.

 


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