De resto, tremo consideravelmente de há uns meses para cá.
Sempre que bocejo, e agora bocejo constantemente, sinto um formigueiro nos braços. Os dentes, que ainda rangem durante a noite, tornam-se insensíveis aos eléctricos espasmos que me percorrem a espinha dorsal.
O equilíbrio,
já de si instável,
consegue ser ainda mais vertiginoso, sentindo por vezes que me falta
o chão
por baixo dos pés.
Ao fixar as letras no monitor, ou qualquer outro ponto que esteja em qualquer outro lugar, na parede, no chão, no ar, desisto do resto do mundo e ignoro-o.
Perco horas de vida a fixar o momento.