Escrita de Pressão. Também em Jorros de Litro.
09
Jul 09
publicado por A.Bruto, às 22:23link do post | comentar

Trauteei o tema recorrente

despachei o serviço de carácter urgente

libertei-me da redoma onde estava fechado

este ar magova-me os pulmões em cada nova baforada

por não estar habituado a ter tanto espaço à minha volta

 

Obviamente, fumei um cigarro enquanto brindava à nova liberdade.


publicado por A.Bruto, às 22:23link do post | comentar

De forma disforme, entre dois dedos de conversa, olhei bem fundo para ti.

Aconteceu quando o Silêncio chegou e se sentou connosco à mesa. Tinha andado adormecido, desaparecido há umas horas e nem reparámos na sua ausência.

Mas quando acordou, talvez influenciado pelo divagar saltitante do diálogo, entusiasmou.se. E quanto mais seguíamos, bamboleando em ébrios devaneios de planos e histórias, mais o invejoso se chegava.

Senti que queria, à força, participar. O grande invejoso, queria fazer parte de nós.

Ignorei-o e olhei bem fundo para ti.

Sem querer, calámo-nos.

 

Era um Silêncio incómodo...


06
Jul 09
publicado por A.Bruto, às 00:42link do post | comentar

Foram exemplos flagrantes de inconscientes coragens, como, aliás, todas as coragens são.

 

voltámos

todos nós, os outrora fracos.

desta vez, unidos numa só voz

 

voltámos.

movemo-nos, com a certeza da mudança

seja ela qual for, transformar-nos-á

 

Unidos

pela certeza da troca ou até mesmo da ausência

Pela volta espiral que começa a definir

a agulha da bússola

que irar parar a apontar para aquele lado

ou mesmo para o outro

 

E mesmo que não pare

vou para onde ela me mandar ir

 

 

 

 


29
Jun 09
publicado por A.Bruto, às 16:52link do post | comentar | ver comentários (3)

Circulei e voltei à redoma, onde o apego material é constante.

A respiração, afoita na sobrevivência, aflita na inconstância

nunca foi suficiente para me oxigenar o sangue.

 

 


17
Jun 09
publicado por A.Bruto, às 10:46link do post | comentar

com a liberdade condicionada à existência material

consagrada e diabolizada, deificada até ao banal

a corrente física do serviço tributário

analisou a vida como expediente ordinário

 

com obrigações a juros, assámos então as sardinhas

com o calor, o sufoco e a areia nas virilhas

pesada bola (de berlim), ainda presa à corrente

arrasta o iludido, doce, docemente

 

a centopeia do alcatrão dos estivais iludidos

continuou pelo serão sem nos dar ouvidos

de volta à toca, mundana e infeliz

com a pele quente neste africano trovejar

de quem nunca viu sequer uma tatuagem do ultramar


16
Jun 09
publicado por A.Bruto, às 00:31link do post | comentar

dei de caras com as escaras, pus o puz no devído síto.

circundei a ferida com a minha navalha romba

esfreguei sal grosso no sangue que, entretanto, fugia a jorros.

 

mordi a língua, rangi os dentes

um laspo do tempo fugiu de mim.

 

pra mal dos meus pecados

terminei a noite, extasiado de dor

suponho que assim, me tenha preparado

para ainda nesta vida poder ir ao teu teatro.

 


publicado por A.Bruto, às 00:02link do post | comentar

Não te podiam chamar estrela sem que te risses.

Afinal, mesmo quando o céu nocturno está cheio de estrelas, a sua luz não ilumina.


09
Jun 09
publicado por A.Bruto, às 13:19link do post | comentar

Abre os olhos,

estica os dedos,

saboreia o ar que te rodeia

a voz que te fala ao ouvido nem sempre te quer o mal


29
Mai 09
publicado por A.Bruto, às 03:17link do post | comentar

oco

seco

vazio

 

treme

seco

o fio

 

busco outro

e jogo o pião

 

ponho-o a rodar

na palma da mão

duas carambolas dá o pião

salta para o ar

e ainda roda no chão

 

oco

seco

vazio

 

treme

seco

o

fio


28
Mai 09
publicado por A.Bruto, às 01:15link do post | comentar

Entre os dias amorfos e os solarengos desejos

O negrume solitário e a efusiva alegria

De eternas ocasionais companhias

Respirei fundo e enrolei mais um cigarro

Às árvores da praça, tortas e verdejantes

desejei-lhes uma boa vida

enquanto um cão vadio as reclamava como suas

 

Matei a sede e inspirei o fumo do cigarro

Pedi a conta e não paguei

Levei-me a casa da esplanada do café

a ausência do vento castigava-me os olhos

Enquanto pensava no dia seguinte,

sem ter saido sequer de anteontem.

 

Entre as virtudes e os desejos

E as urgências sussurradas ao ouvido

Respirei fundo e enrolei outro cigarro

O cão vadio, agora alegre proprietário

de depósitos inertes de ácido úrico

Intimidou-me com o seu olhar triste

Afinal, o meu mundo era dele

E só nós o sabíamos

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27
Mai 09
publicado por A.Bruto, às 00:05link do post | comentar

Queimar pontes.

 

 

 

Amanhã,

 

pastéis de nata.


26
Mai 09
publicado por A.Bruto, às 22:34link do post | comentar | ver comentários (2)

Não me apetece.

Apetece-me não me apetecer.

Apetece-me ficar a olhar para o papel e para o monitor e fazer isso.

E não me venham dizer que eu não estou a fazer nada.

Estou a fazer o que me está a apetecer.

 

Os papéis (e são tantos) juntam-se em desorganização e espalham-se pelos cantos da mesa, escondidos nas picadas atrás do teclado, saqueando os cigarros que, por incúria, deixo perto dos bandidos, fazendo desaparecer dados, sorvendo a energia em pequenas doses unitárias de meio milímetro de espessura. Os meus papéis são ferozes guerrilheiros, adeptos das melhores tácticas de combate corpo-a-mente. ou mente ao corpo. e o corpo e a mente continuam dormentes.Contrariado, faço o que eles querem. Quem diz que não se deve negociar com terroristas?

 

 

 

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25
Mai 09
publicado por A.Bruto, às 12:50link do post | comentar | ver comentários (4)

Puta que o pariu.

Que aparece assim, de mansinho ou de rompante,

Que nos tolda o caminho e nos torna dependentes

de estímulos químcos e desequilíbrios hormonais

Que confundimos, com a nossa inteligência medieval,

com aquilo a que chamamos de sentimento.

 

Por isso, puta que o pariu

Que nos leva a viver para quem não o merece

Que nos leva a acreditar em quem não o merece

Qu não nos deixa acreditar que isto é mesmo assim

Que não me deixa respirar, porque é mesmo assim

Que não me deixa respirar

Que não me deixa respirar

Não me deixa

respirar

 

 

 


23
Mai 09
publicado por A.Bruto, às 22:15link do post | comentar

e à meia-noite, o relógio de parede, velho como tempo do tasco, soava. Institivamente, levantava-se e pegava na guitarra. "Não era a hora", era quando lhe apetecia. Apetecia-lhe todos os dias e àquela hora. E as mesas com estudantes bifas a comer caldo verde e os bêbados que faziam a procissão das capelinhas e acabavam sempre ali, refúgio do pecador, agarrados, putas e chulos despertavam da sua efusiva apatia, daquela inebriante e falsa alegria e voltava-os para onde vinha aquele.gemer bonito e triste que os empurrava sem que eles se apercebessem, como tísicos, de pernas esticadas para a frente, calcanhares enterrados no chão, olhos fechados, a sorrir como estúpidas crianças, como só as crianças podem ser. E estupidamente sorriam e levavam-se pelo chorar da guitarra em direcção ao abismo.

Quando terminou, todos se tinham esquecido da sua mão de sueca, das minis suspensas a caminho da boca seca. Todos no tasco se apercebiam que tinham vivido um momento que não se iria repetir, mesmo que ele lá estivesse no dia seguinte, à meia noite,


19
Mai 09
publicado por A.Bruto, às 22:09link do post | comentar

salta, treme, rebola, rói a consciência de mãos atadas ao indivíduo. Solta a gargalhada pendente ao pagamento da factura em atraso e cospe na irresponsabilidade.

Refreia os sentidos e age por intenção. Pecúnio e pecado, solto e pago.

 

Respira

 

outra vez, respira...

 

Não consegues? estás morto. morreste. foste um dia absorvido pela redundante simplicidade das coisas e procuraste complicá-las, pela certeza das palavras e pela fraqueza. eterna fraqueza que não permite ver-te ao espelho.


24
Abr 09
publicado por A.Bruto, às 23:33link do post | comentar

Tendo eu já vivido em 2 localidades cujas autarquias eram "comunistas", os festejos do 25 de Abril de que me lembro da minha mocidade eram grandiosos. Grandiosos é exagero, mas notava-se uma real afluência às actividades. Concertos, actividades várias para crianças e adultos, os discursos da praxe dos caciques e dos poderzinhos... o costume.

Em virtude dessas vivências e do carácter pedagógico de muitas dessas acções percebo, hoje, que era fácil para uma criança, na altura (early to mid 80's), compreender minimamente o que se tinha passado naquele dia para podermos ir pintar para a praça da vila, livremente, palavras  de ordem (ou valores essenciais) como igualdade, Fraternidade, Liberdade. (desenhos de chaimites ou espingardas com  flores também faziam sucesso). Felizmente, em casa sempre tive acesso a informação e, sobretudo, vontade de a absorver.Daí a perceber o que foi o Estado Novo foi um pequeno passo.

Mais tarde, já adolescente e adulto, cheguei a falar com pessoas que estavam e estiveram dos dois lados da barricada. Muito sinceramente, acredito que houve ditaduras muito piores do que a nossa, mais castradoras da(s) liberdade(s), mais persecutórias, mais eficazes. Mas não é por isso que a nossa ditadurazinha (tão portuguesa) não deixou de ser um dos piores períodos da nossa História, por todas as razões que são sobejamente conhecidas e documentadas. Não gosto de apontar nomes, mas Salazar foi um dos maiores responsáveis pelo Estado que se criou.  Assim como o foi, nos bastidores e para efeitos de marketing, António Ferro que criou, à volta de Salazar, um mito (do qual, ainda hoje, não se sabe se está muito distanciado da realidade) de um homem austero, mas paternal, retratado como o Salvador da Nação. António Ferro era um homem avançado para a época, de reais capacidades de marketing político cujo objecto promocional não era. de todo, o mais, vá, democrata. Daí que compreendo que exista, ainda, restícios dessa imagem Sebastiânica à volta de Salazar. E, hoje em dia, há muitos Antónios Ferros por aí. Os adeptos da teoria da conspiração (dos quais eu sou um adepto hooligan) esfregaram as mãos de contente ao verificar que iria ser transmitida uma estupidamente óbvia limpeza de imagem do ditador, na figura de uma série emitida em horário nobre, em que Salazar é um charmoso galã que até papa camones e astrólogas bisexuais. Com isto, consegue-se dar uma dimensão humana à então figura de proa da Nação, coisa muito em voga e apetecida pelos consumidores de política. (não esquecer que toda a política é um espectáculo)

Ora, com isto, e para não tornar o texto demasiado comprido, compreendo que ainda existam, em Portugal, ruas e praças com o nome de Salazar. Assim como compreendo que haja Plazas ou Calles em Espanha com o nome de Franco.

O que não compreendo é que se deixe passar, impunemente, o verdadeiro insulto à memória de quem sofreu e morreu às mãos de um regime fascista, neo-fascista, quasi-fascista, clerico-fascista -  o que lhe quiserem chamar - que foi, desde 1933 até 1974, uma ditadura totalitária liderada por António de Oliveira Salazar primeiro e, mais tarde, por Marcello Caetano.

O insulto que é dignificar o seu nome, exactamente no dia em que, finalmente, os militares se revoltaram contra um sistema podre que os obrigava a lutar uma guerra que eles sabiam que não iriam vencer destruindo, no processo, o próprio sistema de Estado e seus dirigentes (sim, porque muitos PIDES, PJ's e GNR's continuaram no activo durante muitos anos com os mesmos tiques fascizantes que o próprio sistema tinha e lhes dava, ao lhes dar o poder dos poderzinhos). O insulto que é inaugurar a requalificação da calçada e do Ecoponto duma praça, que por acaso tem o nome de Dr. Salazar...

Espera..

Mas isto tudo porque a calçada vai ser arranjada? E faz-se uma inauguração da obra? E exactamente no dia 25 de Abril? Estamos em anos de eleições, certo? E os poderzinhos, neste caso, autárquicos continuam a ser obtusos e insensíveis a esses pormenores? Ou os portugueses, que sempre foram passivos, deixando que 48 anos de botas lhes pisassem os direitos, continuam passivos e continuarão passivos até que surja um novo Salvador, para nos podermos queixar dele, como só nos o sabemos fazer? 

Os Portugueses são acomodados por natureza e, infelizmente, estão cada vez mais desligado do espectáculo que se tornou a política. Ainda bem. Talvez quando o novo salvador da nação chegar e nos lembrarmos de como era bom quando eramos livres, talvez aí, o Português se aperceba que fazer política está nas nossas mãos, manifestando-se, unindo-se a outras pessoas com causas  comuns, tendo em mente o que os putos gostava de pintar nas pedras da praça da minha terra, não os chaimites, mas aquelas minudências como a Igualdade, a Fraternidade e aquela outra... ah, sim, a Liberdade.


15
Abr 09
publicado por A.Bruto, às 00:36link do post | comentar

linda menina, ternos dedos entrelaçados nos meus, foste levada pelo tempo sem te aperceberes da sua maquiavélica crueldade ao revelar-te quem somos e como somos.

o tempo não te avisou que chegava, fazendo-te crer que serias diferente. quando já o eras e não o sabias. nem eu. o tempo usa pessoas para que te não te esqueças que existe. o tempo faz-te crescer. o tempo muda-te tudo. mas não te muda a ti.


19
Mar 09
publicado por A.Bruto, às 23:19link do post | comentar

Walkin' in the park just the other day, baby,
What do you, what do you think I saw?
Crowds of people sittin' on the grass with flowers in their hair said,
"Hey, Boy, do you wanna score?"
And you know how it is.
I really don't know what time it was, woh, oh,oh
so I asked them if I could stay awhile.

I didn't notice but it had got very dark and I was really
Really out of my mind.
Just then a policeman stepped up to me and asked us, said, "Please,hey,
would we care to all get in line, Get in line."
Well, you know, they asked us to stay for tea and have some fun; Oh, oh,oh.
he said that his friends would all drop by, ooh.

Why don't you take a good look at yourself and describe what you see,
and baby, baby, baby, do you like it?
There you sit, sitting spare like a book on a shelf rustin',
ah, not trying to fight it.
You really don't care if they're comin'; oh, oh,
I know that it's all a state of mind.

If you go down in the streets today, baby, you better,
you better open your eyes. WOAH WOAH YEAH
Folk down there really don't care, really don't care, don't care , really don't , which, which way the pressure lies,
so I've decided what I'm gonna do now.
So I'm packing my bags for the Misty Mountains
where the spirits go now,
over the hills where the spirits fly.
I really don't know.
 

música: "Misty Mountain Hop" - Led Zeppelin

09
Mar 09
publicado por A.Bruto, às 14:51link do post | comentar

Aguiar foi às sortes e, como a maioria dos mancebos, assustado.

Passado um dia, safou-se como tinha imaginado.

Aguiar sonhou com uma mulher e ela apareceu.

Aguiar soube que ainda não tinha vivido o suficiente mas sabia o suficiente para querer viver com ela. Aguiar era uma criança, apesar de já ter ido às sortes mas reconheceu a sua independencia na dependencia. Aguiar traiu-se ao trair a sua confiança.


17
Fev 09
publicado por A.Bruto, às 02:06link do post | comentar

a triologia do desalento foi pensada assim, mas a sua execução revelou-se uma tarefa digna de um semi-deus. ou pelo menos assim o imaginei. aquelas luzes, visão ou bem presentes, nunca o saberei, corpos cintilantes, que sairam de Dentro de mim e se mostraram, como se para que eu soubesse que estariam comigo. não sei se era suposto ter uma catarse e os conhecimentos do universo, pelo menos do meu, fossem ser revelados a qualquer momento, como se eu tivesse a capacidade de, um dia, algures, tivesse o direito de os receber. como se elas me guiassem.

sei que, até agora, nunca mais as vi, mas lembro-me que eram luzes tristes.

Até as minhas alucinações são uma desilusão.


publicado por A.Bruto, às 02:05link do post | comentar

não gosto quando se apaga. fica seco, inanimado, morto.

Inspiras e respiras-te.

É só mais um.


13
Fev 09
publicado por A.Bruto, às 00:00link do post | comentar

Porque é que um minuto demora os tais 60 movimentos do ponteiro mais pequeno? Não poderia passar em 59? ou em 30? o mesmo tempo não passaria de igual forma? e poderia o ponteiro dos minutos fazer um dos seus movimentos inteiro, sem falhar, mesmo que os 60 movimentos do segundo ponteiro que demoravam um minuto inteiro passassem a ser só 30 movimentos? Afinal quem tinha decidido que seriam precisos 60 segundos para fazer um minuto? Nunca tinha gostado que lhe tivessem imposto nada.


29
Jan 09
publicado por A.Bruto, às 00:30link do post | comentar

 

Assunção já estava farta. Era a terceira vez esta semana em que acordava com aquele barulho abafado e irritante vindo do segundo direito, mesmo por cima da sua cama. Prédios velhos, chão de madeira. Pareciam pequenos passos. Como se tratasse dos passos de um animal muito pequeno, mas muito pesado. Como um dinossauro reduzido à escala. Ainda sorriu com o próprio pensamento, mas o som não parou. Lembrou-se daquelas bolas saltitonas, feitas de silicone ou qualquer coisa assim do géneroe que tinham oferecido ao Gui quando ele tinha 5 anos e que lhe custaram 2 vasos e uma janela, até terem sido confiscadas. A mãe é que sabe. Era isso, como se de uma bola saltitona se tratasse. Em que a bola estava em constante movimento mas com a precisão de um relógio atómico. De 3 em 3 segundos tum Um Dois Três tum .  Assunção não tinha por hábito ter um sono leve, mas há 3 noites ouviu aquele som seco e desde então que não consegue dormir. Não é bem não conseguir dormir porque o corpo e a cabeça também já não aguentam tanta hora seguida a funcionar ininterruptamente, sobretudo se tiver uma constante pancada de Moliére por cima da cabeça. Tentou dormir na sala e no outro quarto dos fundos. E sempre o maldito barulho.

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